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FIA reduz tempo do Quali na Fórmula E e define status da Extreme E

Além da redução do tempo do quali, a limitação das atualizações de software está entre as principais mudanças para a próxima temporada da Fórmula E

O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA (WMSC, em inglês) aprovou ontem (9), em sessão liderada pelo presidente, Jean Todt, alterações no regulamento de diversas categorias, entre elas, Fórmula E e Extreme E, que já estarão valendo para o próximo ano. 

FÓRMULA E

O boletim da FIA publicado no site da federação enfatizou que a mudança de status da categoria de carros elétricos no ano que vem: “Enquanto a Fórmula E se prepara para mudar de status e se tornar um campeonato mundial a partir da próxima temporada (2020-21), o Conselho Mundial de Automobilismo da FIA aprovou a próxima série de medidas de consolidação de custos”.

Talvez a mudança mais visível para o público seja a diminuição do tempo de cada grupo durante o quali. Os pilotos terão quatro e não mais seis minutos para darem uma volta de aquecimento (ou duas) e uma volta rápida.

A medida deve ter sido bastante influenciada pelas sessões do Festival de Berlim, principalmente na corrida cinco, em que quatro pilotos deixaram de marcar tempo por terem saído dos boxes tarde demais. Com dois minutos a menos, pilotos e equipes terão que ser ainda mais assertivos se quiserem ir para a Super Pole. 

Outro trecho do boletim dizia que “seguindo as medidas já adotadas pelo WMSC em 19 de junho de 2020, as peças de produção – não obrigatórias relacionadas a um único fornecedor – e as peças de reposição foram limitadas”

Isso significa que algumas peças são obrigatoriamente fornecidas por uma única empresa e outras são produzidas pelas próprias equipes e essas peças de produção própria e as de reposição terão uma quantidade limite. 

Mais duas mudanças anunciadas são a “restrição da aquisição de dados a um certo número de sensores” – o documento não deixa claro quantos e quais sensores serão permitidos a partir de agora, o que deve ficar explícito quando o regulamento oficial for divulgado.

E “também foi decidido que cada carro participante do campeonato agora usará não mais do que uma atualização de software VCU (Vehicle Control Unit) por temporada”. Ou seja, cada carro inicia o campeonato com o software designado, se a equipe eventualmente precisar atualizá-lo na 5ª corrida da temporada, deve permanecer com ele até o fim da competição. 

Lucas Di Grassi – Foto: Fórmula E

Vale lembrar que a durante em junho, a FIA e Fórmula já haviam decidido que a homologação do novo powertrain que seria feita na próxima temporada foi postergada para 2021/22 e que a introdução do Gen2 Evo, inovação também planejada para o ano que vem, também sofreu um ano de adiamento. A diferença é que a evolução do atual Gen2 pode nem mesmo estrear, já que o Gen3 está previsto para chegar às pistas em 2022/23.

E no começo de julho, as duas entidades também anunciaram que a partir do ano que vem a quantidade de pneus durante as corridas será reduzida em 25% e o número de pessoas por equipe em cada prova será de 17 componentes, no máximo.

EXTREME E 

A reunião do WMSC também teve efeitos sobre a Extreme E que já estreia com o status de Categoria Internacional da FIA. A conquista foi explicada por Alejandro Agag, fundador e CEO da competição: “Essa certificação confirma que a Extreme E vai operar de acordo com os padrões internacionais da FIA e também vai se beneficiar muito com a contribuição valiosa da FIA e o ACM (Auto Clube de Mônaco)”.

“Todos nós da Extreme E estamos felizes de receber esse selo de aprovação. Trabalhamos muito por esse objetivo e o reconhecimento rápido que a FIA nos deu impulsiona nossa confiança enquanto nos preparamos para a primeira temporada em 2021”.

 

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Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

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