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Crônicas belgas – Continuar acelerando, um novo desafio a cada curva

O mais tradicional circuito do calendário, mantém a velha prática de desafiar aqueles que decidem desbravar as suas curvas

Uma câmera tem a capacidade de registrar um momento e transmitir para as pessoas um pouco da sensação daquele momento. 

No automobilismo ela emprega a velocidade, a disputa, o conflito, mas ela também pode escolher registrar um momento em câmera lenta, mostrar os detalhes, fornece uma nova visão da mesma cena.

GP da Bélgica - Foto da McLaren
GP da Bélgica – Foto da McLaren

E os nossos olhos que se dizem treinados para o esporte, não conseguem reproduzir a capitação única que os pilotos possuem. Eles reagem a mais de 300 km, as mais variadas circunstâncias e é assim que tentam evitar acidentes, mas de modo geral ainda somos passíveis de falhas, assim como os equipamentos utilizados. 

Neste antro da competição já perdemos pilotos, muitas coisas viraram histórias, mas sempre ocorreram mudanças para então evitar uma tragédia na próxima vez, pois este não deveria ser o cerne da competição. 

Mais uma vez na Bélgica, uma pista rápida, veloz, exigente e que cobra das mais variadas formas. Aquela pista que já teve a sua extensão modificada e outras características para fornecer segurança não contava que teria outra morte em sua história. E foi com este clima sensível notado por todos que passamos o fim de semana, lembrando de Anthoine Hubert e de seu acidente a um ano atrás. Homenagens por todas as partes mostraram que a lembrança era muito forte, viva, mas estava na hora de ligar os motores mais uma vez, fechar a viseira e começar outro desafio. 

Tributo da Renault para Anthoine Hubert durante o GP da Bélgica de 2020

Então, foi na volta 11 que às bandeiras amarelas foram agitadas, a câmera foi buscar o foco na batida e parecia não ter gostado do que estava registrando e se afastou rapidamente deixando um plano aberto indefinido. Naquelas memórias guardadas de outros eventos, a sensação ruim voltou à tona, tudo muito lento até que os pilotos se levantaram e o sentimento de “foi apenas um susto” retornou. 

Os tempos são outros, para diversas coisas, a competição é o foco é o sentimento de prazer, a recompensa que buscamos com a bandeirada final. Com aqueles que partiram, prometemos guardar na memória tudo o que foi feito e para aqueles que permanecem, esperamos que muitas outras voltas sejam completadas.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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