BP BeatsColunistaFórmula 1Post

BPBeats 32 | Pilotando do Sofá

|De São Paulo/SP para Curitiba/PR voltando para São Paulo/SP:

lll RBS – Ricardo Bunnyman Soares;

lll CEV: – Carlos Eduardo Valesi;

lll RBS: Ficava em casa lendo Batman e Mad e escutava Smiths, Cure, Echo e outras coisas tão boas quanto.

https://www.youtube.com/watch?v=A3Mp9E4s_8g

Thunderbird e o Detonator (que inclusive é um bom kartista)

lll RBS: E enquanto o Valesi escutava coisas diferentes nos anos 80, ficar em casa quase sempre não era uma imposição, tudo dependia das suas notas na escola ou da sua própria vontade.

lll CEV: É, Bunny, eu era o cara que escutava Ramones e Motorhead, mas também tinha minha coleção de Mads. E os tempos eram outros, até dava para sair de casa sem grana e se divertir, mas ficar nos limites do seu terreno mesmo sem conexão com o resto do mundo tinha seus atrativos.

lll RBS: Graças à tecnologia, hoje em tempos de pandemia (bem diferente da ocorrida em 1918), temos a interação virtual para delírio da nerdaiada Trekker, mas tudo tem um limite. Muita gente já não aguenta ficar em casa e então a criatividade precisa vir à tona.

lll RBS: O que fazer nesse período crítico? Animações?

lll CEV: Poxa, quando você falou em animações logo depois de falar em Batman e Ramones eu tinha certeza de que vinha essa daqui:

lll RBS: A Fórmula 1 tem disponibilizado corridas antigas e, na minha opinião, uma ainda tímida tentativa de corridas virtuais com pilotos oficiais e convidados.

lll CEV: A questão das provas antigas está divertida, mas em um volume bastante baixo de eventos, talvez para não saturar a galera. De qualquer forma, a categoria liberou por 30 dias seu acesso premium, então quem quiser passear por lá e aumentar a dose de F1 com naftalina pode se fartar. O Boletim do Paddock te explica como fazer isso (spoiler: não requer prática nem habilidade).

lll RBS: Nunca a tecnologia esteve tão perto. O ser humano se destaca por sobreviver a adversidades por conta da sua versatilidade e em um termo mais pop utilizado nos últimos anos, a tal resiliência.

lll CEV: Pois é, teve um tal de Charles (não o Leclerc) que uns tempos atrás disse que quem sobrevive não é o mais forte, e sim o que melhor se adapta (hehehe, ainda tô na vibe das animações).

lll RBS: E são nesses momentos de clausura que podemos pensar: O que o mundo virtual tem a oferecer para o automobilismo? O virtual ganhará forças com essa atual fase?

lll RBS: Valesi? Você é chegado ao automobilismo virtual?

lll CEV: Confesso que sou n00b nesse assunto, o arquétipo do tiozão que não consegue programar o relógio do micro-ondas quando se trata de automobilismo virtual. Até tenho o F1 2010 para PS3 aqui, mas nunca consegui terminar uma temporada.

lll RBS: Já há alguns anos, alguns pilotos como Barrichello se aventuram em campeonatos virtuais. Grandes ligas nacionais pipocam no decorrer das semanas e as antigas se tornaram maiores. Mas qual o nível de realidade chega? Mesmo no início dos anos 90, simulação de ‘joguinho’ já era levada a sério, mesmo não tenho como simular tudo.

lll RBS: E nesses tempos de tudo virtual, banda virtual também não é uma novidade. O problema na música é que tecnicamente, som é o mais sensível dos sentidos. Podemos ver claramente quando o som é perdido em uma chamada VoIP (Voz sobre IP) e uma analógica onde dificilmente há perdas. No caso das bandas, uma falha é mais ‘feia’ do que passar em cima das zebras. Veja esse exemplo do Rock Band 2.

lll CEV: Ah, mas quando se fala em “banda virtual” e “falha feia”, nada supera isso que quem é um pouquinho mais antigo lembra muito bem:

lll RBS: Na música, virtual mesmo talvez o Kraftwerk tenha sido pioneiro, não em shows, mas em vídeos. Mas quem não se lembra do premiadíssimo Take On Me do A-Ha? E vejam só que havia vilões eram pilotos de corrida de motos. Esse vídeo certamente deu muita ideia para Grant Morrison…

lll CEV: Quando você falou em “animação” lá em cima, esse vídeo (cara, quase escrevi “clipe”, ninguém ia entender o termo) foi o primeiro que me veio à cabeça. Bem mais novo que isso, tem até uma banda formada por gente que não existe que é bem legal, viu?

lll RBS: Um dos primeiros jogos considerados de Fórmula 1 foi o Pole Position da Atari. Na boa… eu joguei bastante, mas nunca imaginei aquilo como um F1, muito menos que o circuito era o de Fuji. Vendo o vídeo com fones, depois de uns 2 minutos, descobri que o som pode até dar algum ‘barato’. Ê anos 80…

lll CEV: E tinha o primo dele, o Enduro, lembra?

lll RBS: Imaginem se essa pandemia ocorresse 20 anos atrás? Pós bug do milênio, internet discada… Será que reclamaríamos da baixa qualidade das imagens disponibilizadas pelo YouTube? Aliás, não havia YouTube anos atrás. Ou mesmo em 2013… Como sentir a vibração de uma largada dessas? Sugiro usar fones para uma melhor experiência.

lll CEV: ISSO sim é música para nossos ouvidos, mesmo tendo que ser escutada de casa…

<

p style=”text-align: justify;”>lll BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim, Carlos Eduardo Valesi que já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

Mostrar mais

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!

Deixe uma resposta

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo